É claro que a vida é boa
E a alegria*, a única indizível emoção
É claro que te acho linda
Em ti bendigo o amor das coisas simples
É claro que te amo
E tenho tudo para ser feliz
Mas acontece que eu sou triste... (Vinícius)
E a alegria*, a única indizível emoção
É claro que te acho linda
Em ti bendigo o amor das coisas simples
É claro que te amo
E tenho tudo para ser feliz
Mas acontece que eu sou triste... (Vinícius)
Não confundo alegria com felicidade, nem tristeza com infelicidade. Há os que são tristes quando bem entendem, mesmo que sempre felizes... Há os infelizes absurdamente alegres, e são o tipo que mais me comove. Há os infelizes insuportavelmente tristes, e para estes ninguém quer olhar, são quase o inferno e eu não os suporto. Há os felizes e alegres, que não fazem o meu tipo, são blefes, são chatos, inaudíveis, risíveis, destemperados, e eu quase não os suporto também exceto quando estou bêbada. Sou do primeiro grupo, predominantemente -, pois os outros três volta e meia passam por aqui, dão sua passeadinha... e dou risada à frente do espelho e penso “sua idiota, recomponha-se!”, daí volto ao meu estado mais confortável de gente comum triste-feliz. Talvez eu seja feliz porque sou triste, mas não sei por que sou triste. Só sei que alegria é para momentos muito, muito especiais, alegria deve ser dosada, alegria só com parcimônia, senão, pf...
*(A única alegria desmedida aceitável é a alegria dos apaixonados.)
*(A única alegria desmedida aceitável é a alegria dos apaixonados.)

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