Nada me fez rir tanto nos últimos meses quanto a primorosa prova de uma aluna de uma amiga, que é professora universitária. Verti lágrimas. A autora do texto abaixo merece toda a minha solidariedade. Acheia-a ousada pela tentativa de alcançar o lado emocional da professora. Sabe-se que a jovem é inteligente e assídua às aulas. Possui 0 (zero) faltas! Por isso, não a vejo como ingênua, e creio no teor sincero do apelo:
Professora, tenho enfrentado severas crises de enxaqueca e insônia nos últimos dias. Eu vinha acompanhando, quase passo a passo, o desenvolvimento da matéria, estudando, sobretudo, pelo Lopes e Silva; todavia, outras provas começaram a aparecer, a matéria avançou e eu fiquei para trás. Não consegui mais acompanhar e recuperar o conteúdo ainda não estudado por causa do meu precário estado de saúde; não pude nem dar uma olhada nas anotações do meu caderno e nos arquivos que estão na internet; estou muito preocupada.
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Professora, tive que tomar dois comprimidos de Anador para poder fazer esta prova, por isso minha letra sai tremida => estudei este assunto pelo Kombi antes da matéria ser dada em sala, quero dizer, faz tempo, vou tentar escrever resgatando da memória algumas coisas...
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Li sobre isso nas primeiras semanas de fevereiro; pode perguntar para os bibliotecários Antônio e Tina, todo dia à tarde eu 'tava' indo lá, pegando o Lopes e Silva de consulta interna; depois que comprei o livro, parei de ir lá. Minha base não é boa e estou passando mal; por favor, professora, considere isso, já tranquei a facul por ano e meio, não posso mais perder tempo; estou me esforçando muito, diferente de antes, assisto a todas as aulas com bastante atenção. Espero a sua compreensão. Obrigada.
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Eu teria dado ao menos uns três pontos a mais pra garota!


